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INSTINTO 

INSTINTO

Vencedor do prêmio norueguês Ibsen Scope, o espetáculo INSTINTO é um dos cinco selecionados entre cinquenta e quatro projetos de mais de trinta países que concorreram ao prêmio. Nesta montagem, vemos a essência de Brand, personagem da obra homônima de Henrik Ibsen, trazida para contextos atuais de modo fragmentado, mesclando teatro, dança, música e artes visuais. Brand é um líder implacável, obsessivo, semelhante a muitos líderes extremistas da atualidade, que perigosamente influenciam massas de seres humanos, frequentemente com resultados devastadores. Baseados nesta ideia e imbuídos de dúvidas sobre os limites da nossa própria humanidade, indagamos se nossa capacidade de raciocínio é suficiente para nos distinguir dos animais, que são instintivos em suas necessidades e escolhas de lideranças. INSTINTO é um questionamento sobre o constante conflito entre nossos ideais e nossas ações. É o resultado de nossas inquietações, de nosso desejo de assimilar alguns fenômenos do mundo de hoje, de entender um pouco mais sobre o ser humano, sobre nossos instintos e sobre nossas semelhanças com os primatas.

 

A construção da dramaturgia se deu em muitas camadas que foram sendo sobrepostas e, aos poucos, fusionadas. Partimos da ideia de líder presente em Brand, de Ibsen, mas trouxermos pro nosso contexto brasileiro. Pegamos a essência da obra que foi sendo abordada por vários caminhos: palavra, movimentos coreográficos, sons, imagens, gestos. Nos aproximamos de Ibsen por vários caminhos, enfatizando o risco de seguirmos sem julgamento aos que se apresentam como líderes.

 

Os macacos são um contraponto ao humano. Eles nos trazem leveza, mas também instinto. Os animais elegem seus líderes visando a capacidade de sobrevivência, as qualidades necessárias pra manter o bando forte. O ser humano se baseia em interesses pessoais, mesmo que isso signifique a destruição de seus semelhantes. Perdemos parte do instinto e nos tornamos profundamente racionais e egoístas. Para nós, o animal é este contraponto. Por isso, em cena, utilizamos máscaras de látex que trazem uma sensação próxima do realismo do animal, em tensionamento com os figurinos mais humanos e com os movimentos dos atores, que transitam entre o animal e  o ser humano.

 

Instinto possui uma versão para palco, com cerca de 45 minutos, que pode ser adaptada a diferentes tipos de espaços alternativos, abertos ou fechados. Também possui uma performance com duração entre 10 e 15 minutos que pode ser feita em diferentes espaços, contextos e eventos. Uma performance já foi apresentada na Noruega, na ocasião de recebimento do Prêmio Ibsen Scope, e na Noite dos Museus, em Porto Alegre, na Cinemateca Capitólio. INSTINTO estreiou no Palco Giratórios SESC 2023, e seguiu em temporada no Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco Eva Sopher, em Porto Alegre. É uma obra atual, pertinente em diferentes contextos e eventos.

capa Vilmar Carvalho
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foto Vilmar Carvalho 5

EQUIPE ARTÍSTICA

Concepção: Camila Bauer e Liane Venturella

Direção: Camila Bauer

Elenco: Alexsander Vidaleti, Fabiane Severo, Liane Venturella e Nelson Diniz

Sonografia e operação de som: Álvaro RosaCosta

Intervenção sonora autoral: Paola Kirst

Dramaturgia: Giuliano Zanchi, a partir da obra Brand, de Henrik Ibsen, e da colaboração dramatúrgica do elenco 

Direção coreográfica: Carlota Albuquerque

Cenografia e objetos: Elcio Rossini

Criação de vídeos: Elcio Rossini e Maurício Rossini

Iluminação e videografia: Ricardo Vivian

Figurinos: Daniel de Lion

Máscaras: Victor Lopes

Provocadores convidados: Alexsander Vidaleti, Elcio Rossini, Mailson Fantinel e Rafael Bricoli

Convidados para a música “Choro do Macaco”: Simone Rasslan (piano) e Beto Chedid (Violão e cavaquinho)

Participação em áudio feira (RO): Anderson Silva e Rinaldo Santos

Arte gráfica: Jéssica Barbosa

Fotografia de cena: Vilmar Carvalho

Divulgação: Léo Sant’Ana

Redes sociais: Pedro Bertoldi

Produção geral: Projeto Gompa 

Financiamento: Ibsen Scope

Agradecimento especial: Hilde Guri Hohlin, Korina Vasileiadou, Letícia Vieira, Sala Terpsi e Cia IncomodeTe

FESTIVAIS

Ibsen Scope Festival
17º Festival Palco Giratório Sesc

Porto Alegre em Cena

 

CIDADES

Porto Alegre

 

 

PAÍSES

 

Brasil, Noruega

PROJETO DE VENDAS

Instinto

RIDER TÉCNICO

 

Mapa de luz
Mapa de som
 

VIDEOCASE

TEASER

IMPRENSA

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CRÍTICAS

 

Aiton Tomazzoni - CENA.TXT  

"O texto escrito por Giuliano Zanchi, a partir da obra Brand, de Henrik Ibsen, contou com a colaboração dramatúrgica do elenco e tece um corrosivo roteiro noticioso, enciclopédico, teatral cheio de fragmentos que chegam em vozes múltiplas ou em gigantescas imagens projetadas. Assim vamos acompanhando a saga (des) humana de um personagem atrás de seus ideias e de alguma redenção a qualquer custo para as almas que habitam esse planeta . E ao trazer esse arquétipo do líder redentor, abre-se para as feridas históricas sobre todos que decidem seguir. Ps seguidores, palavra tão em vogo, né? 

Camila Bauer faz uma montagem dinâmica, inteligente, sensível e cuidadosa. Vamos sendo cercados, como os animais em cena nas jaulas que nossa humanidade ergueu e segue erguendo...E é nesse emaranhado que Alexsander Vidaleti, Fabiane Severo, Liane Venturella e Nelson Diniz perambulam em interpretações fortes e sutis como de quem transita pela beirada de um abismo. Cada palavra e gesto ganham relevo, hora num jogo ágil e coreográfico, hora numa suspensão densa, hora revestidos de uma camada tão fina que parecem poder ser rasgadas com uma respiração.

E o acerto da montagem está em cada elemento, da iluminação e videografias de Ricardo Vivian, no trabalho corporal da Carlota Albuquerque, nos adereços como o do boneco de pano amorfo, sem rosto, natimorto que as mulheres embalam como mães que tentam dar vida a um filho que se foi. (Lágrimas). E tudo isso embalado numa orquestração de magistral sonográfica, ali em cena, de Álvaro RosaCosta, que mais uma vez merece aplausos por sua originalidade e potência entre rave hipinótica, marcha militar, apoteótico carnaval e minimalismo tocante. Uma sonoridade que nos presenteia ainda com as intervenções de Paola Kirst que pilota samples, voz e batucadas.

(…)

 

Ainda há tempo? Somos, sapiens, mas poucos sábios, a personagem sentencia. A resposta parece tímida, mas de alguma forma por ali, num teatro lotado de alguns desses 8 bilhões que habitam o planeta, reunidos diante de artistas de tanta qualidade aqui pertinho na nossa propria cidade. Somos seres que ainda têm a arte, talvez como alternativa para não sucumbirmos a assistir atônitos as pulsões de vida se transformarem em pulsões de morte e de fim. Bravo Projeto Gompa!"

Leia a crítica completa aqui.

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